Se quisermos alcançar qualquer coisa neste mundo, teremos que nos acostumar com a ideia de que nem todos gostarão de nós.

Isso é crucial em tempos de “Likes” a mais ou a menos. Ou quando um comentário que discorda da nossa opinião é feito de forma ofensiva.

A gente não estava acostumada ao “#prontofalei”. Ninguém vinha na sua casa, na sua festa ou no seu portão e dizia na tampa da sua cara, que você era, por exemplo, um ignorante, um arrogante ou que as suas ideias não faziam o menor sentido para o resto da humanidade.

Ninguém escolhia palavras tais como “direita” ou “esquerda” para usar como forma de xingamento. Chamar alguém de filho da puta, já era suficiente.

Ninguém falava, mas não porque intimamente não pensasse isso de você, mas porque não tinha coragem de falar pessoalmente. Da mesma forma como você escolhia a hora certa, a pessoa certa, pra “pronto falar” o que você sempre pensou em relação a terceiros. A falsidade era bem maior e mais fácil de ser disfarçada.

Minha mãe costumava dizer que a bebida é o saca-rolhas da verdade, porque quando estamos bêbados, falamos o que talvez nunca falaríamos se sóbrios estivéssemos.

Pois eu diria que o saca-rolhas da verdade agora é a internet. Até mesmo as “fake news” são reveladoras de verdades, porque revelam o caráter obscuro dos que não aguentam a verdade e preferem mentir.

É preciso saber lidar com essa realidade que está levando muitos ao suicídio. Se há um causador de depressão, ele está aqui mesmo, nos Likes que você não ganha ou nos xingamentos anônimos dos covardes.

É preciso olhar para toda essa negatividade e pensar: “eu sou muito melhor e muito maior do que isso tudo. É preciso não se preocupar tanto com o julgamento de quem não paga suas contas, não dorme de conchinha com você e muito menos entende que você é feliz por ser quem você é, e não por quem eles gostariam que você fosse.

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